23/06/2026 às 17:28 AUTORAL

Um encontro extraordinário de almas !  Iris Apfel entrevista Adriana Oliveira

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4min de leitura


O Encontro:

Para mim, Iris Apfel é mais do que uma ícone da moda; ela é um farol de autenticidade em um mundo saturado de filtros e padrões inalcançáveis. A sua filosofia de vida, pautada na individualidade e na liberdade, ressoa profundamente com os meus próprios valores e com a minha missão de ajudar outras mulheres a encontrarem e celebrarem a sua própria beleza.

Materializar este sonho de ser entrevistada pela Iris Apfel, com o auxílio da inteligência artificial, foi uma experiência enriquecedora e profundamente pessoal. Esta entrevista imaginária é, acima de tudo, um tributo a uma mulher extraordinária que, com sua alegria de viver e seu estilo inconfundível, continua a inspirar gerações a abraçarem a sua singularidade com coragem e alegria.

Iris Apfel: — Sabe, querida, eu sempre digo que ter estilo é saber quem você é. Mas a maioria das pessoas passa a vida inteira tentando se fantasiar de outra pessoa. Aí eu olho para o seu trabalho, para a sua trajetória, e vejo alguém que não apenas descobriu a própria identidade, mas que passa os dias ajudando outras mulheres — especialmente as que já viveram o suficiente para ter uma boa história — a fazerem o mesmo através de uma lente. Me conta, de onde vem essa sua obsessão em captar o que está por trás da máscara?

Adriana Oliveira: — Iris, que honra estar aqui com você. Sabe que a minha busca sempre foi pela verdade, pelo que é genuíno. Eu comecei na comunicação, no jornalismo, onde a palavra era a minha ferramenta para cavar histórias. Mas quando a fotografia me fisgou, há mais de duas décadas, percebi que a imagem chega a lugares onde a palavra trava. Misturar isso com a psicanálise foi quase um caminho inevitável. Freud, Jung, Lacan... eles me ensinaram a escutar o inconsciente. Eu só levei essa escuta para trás da câmera. Não fotografo rostos; fotografo o processo de reconstrução de cada mulher que senta no meu estúdio aqui em Niterói.

Iris Apfel: — (Dando uma risadinha, balançando as pulseiras) — Ah, a psicanálise! Adoro! É preciso muita coragem para olhar para dentro, não é? O mundo hoje está tão chato, todo mundo querendo parecer perfeito, jovem e filtrado no Instagram. Um tédio mortal! Eu vejo projetos seus, como o "Metamorfose" e a exposição "Cachos de Luz", e percebo que você celebra o real, a transformação, o crescer. Como é fazer as mulheres entenderem que a maturidade e a própria história não são coisas para se esconder sob o tapete, mas sim para se orgulhar?

Adriana Oliveira: — Esse é o grande desafio e a minha missão na escrita e na estratégia de imagem. Quando escrevo para a minha coluna ou quando crio meus programas, o meu objetivo é desconstruir esse medo do tempo. A maturidade feminina não é o fim da linha, é o auge da nossa potência. Uma mulher de 40, 50 anos ou mais tem uma bagagem visual e emocional rica demais para ser apagada por um filtro de inteligência artificial. O que eu faço no estúdio, junto com o Ronaldo — que divide a vida e os bastidores dos negócios comigo —, é criar um espaço seguro para que essa mulher se veja com dignidade. É um ato de presença. Quando ela se enxerga de verdade, a postura muda. O magnetismo aparece.

Iris Apfel : — (Apontando o dedo indicador, séria, mas com um brilho nos olhos) — Exatamente! O magnetismo vem de dentro. Se você não se conhece, você não tem estilo, só tem roupas. E se você não se aceita, a foto fica morta, por mais perfeita que seja a iluminação. Aliás, você dá aulas sobre isso, não dá? O tal do "Fotografando com Alma". Como você ensina alguém a colocar a alma na ponta dos dedos e no clique?

Adriana Oliveira: — Não é técnica pura, Iris. A técnica a gente domina com a prática — luz, composição, ângulo —, isso é o básico. O segredo do "Fotografando com Alma" está no olhar clínico e na empatia. Eu ensino meus alunos a olharem para o fotografado não como um objeto ou um manequim, mas como um universo a ser decifrado. É preciso saber ler o silêncio, a microexpressão, a linguagem corporal. Quando o fotógrafo se desarma e o fotografado se sente seguro, acontece o que eu chamo de "o ato fotográfico reflexivo". A câmera vira um espelho da alma, não um tribunal de julgamento.

Iris Apfel: — (Bate palmas levemente, fazendo os colares chocalharem) — Bravo, querida! Mais cor, mais alma e menos regras idiotas. Se eu pudesse te dar um conselho para os seus próximos vinte anos de carreira, seria: continue sendo uma provocadora visual. O mundo precisa de mais mulheres que olhem nos olhos das outras e digam: "Você está aqui, você é real e você é maravilhosa". Agora, me dá um abraço e vamos tirar uma foto — mas sem poses ensaiadas, por favor!


23 Jun 2026

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